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Tarsila Viajante

Autor: Tarsila do Amaral
Título:Abaporu
Data:1928
Técnica:óleo sobre tela
Dimensões:85 x 73 cm
Dim. total: 113 x 101 x 6 c


Com curadoria de Regina Teixeira de Barros e consultoria de Aracy Amaral, a mostra assinala um momento importante na compreensão do legado de Tarsila. E m meio à celebração dos 80 anos do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, inspirado na pintura Abaporu, é também concluída a edição de seu catálogo raisonné, e a obra de Tarsila do Amaral abre-se a novas abordagens e reflexões, como a que inspira esta exposição: Tarsila Viajante reúne cerca de 40 pinturas e 110 desenhos que apresentam a influência das viagens que realizou na constituição de seu repertório visual.

Organizada pela Base7 Projetos Culturais, a exposição se divide em seis núcleos: passa-se por seus Anos de formação, para em seguida compreender, no módulo Ensaios modernistas, como se inicia seu contato com a arte moderna. Em O “descobrimento” do Brasil, nota-se como a arte de Tarsila do Amaral se passa a impregnar fortemente de elementos da cultura brasileira, assim como de outros do Mediterrâneo, no módulo seguinte, Viagem ao Oriente Médio. A renovação no modo como busca a brasilidade pelo viés do fantástico é foco do segmento Brasil mágico. A mostra se encerra com sua Viagem à Rússia, que Tarsila registra em desenhos que trarão motivos sociais às suas pinturas. A exposição será acompanhada da edição de catálogo com reproduções das obras expostas e textos de Regina Teixeira de Barros e Aracy Amaral.

Abertura dia 19 de janeiro, sábado, das 11 às 14h.

Em cartaz até 16 de março de 2008.

Patrocínio: Credit Suisse, Confab Tenaris e BrasilPrev. Apoio: Demarest & Almeida, Orbital.

Pinacoteca do Estado | Pça da Luz, 2 – 11 3324 1000

Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h | R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia). Grátis aos sábados

www.pinacoteca.org.br

TARSILA VIAJANTE

Tarsila do Amaral (Capivari, SP, 1886 – São Paulo, 1973), filha de um rico fazendeiro de café, tornou-se uma das mais importantes e criativas artistas do modernismo brasileiro. Responsável pelo desenvolvimento de uma linguagem própria – derivada da convivência com mestres cubistas e surrealistas em Paris na década de 1920 –, Tarsila soube responder às inquietações de seus pares (artistas plásticos, escritores, poetas, músicos e críticos brasileiros) ao se debruçar sobre a problemática da identidade nacional. Ao mesmo tempo em que sua produção foi estimulada pelas discussões com artistas e intelectuais modernistas, foi também fonte inspiradora de movimentos de vanguarda da literatura nacional, como a Antropofagia.

Das pinturas construtivas da fase Pau-brasil aos seres fantásticos da fase Antropofágica, todo o imaginário criado por Tarsila foi paulatinamente sendo assimilado, ao longo do século XX, como ícones do modernismo brasileiro e, de forma mais abrangente, da cultura nacional.

A vida e a obra desta grande artista foi objeto de estudo da crítica e historiadora da arte Aracy Amaral, que publicou em 1975 um importante levantamento da produção da artista, compreendendo pinturas, esculturas, desenhos e gravuras.

Trinta anos depois, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Base7 Projetos Culturais, com consultoria de Aracy Amaral e patrocinadas pela Petrobrás, se associaram para rever, atualizar e ampliar a catalogação realizada em 1975. O grande volume de obras localizado pela equipe de pesquisa do Projeto Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral – incluindo um número significativo de desenhos inéditos – inspira novas abordagens do conjunto da obra e induz a novas reflexões sobre os processos de trabalho da artista.

Em vista disso, a Pinacoteca abrigará a exposição Tarsila viajante de 19 de janeiro a 16 de março de 2008, ano em que se comemora 80 anos do Manifesto Antropófago de autoria de Oswald de Andrade, inspirado na pintura Abaporu, de Tarsila. O Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral será lançado em CD e em livro também este ano.

Entre 1920 e 1933, período que abarca o apogeu da produção da artista, Tarsila viajou diversas vezes para a Europa, conheceu o Oriente Médio e a Rússia e “descobriu” o Brasil. As longas estadas no exterior eram intercaladas com temporadas na fazenda, no interior do Estado de São Paulo. Todas essas viagens foram determinantes para o conjunto da obra de Tarsila, pois formaram seu repertório visual. Das anotações de viagem, bem como da intimidade com o interior paulista, nascem e se desenvolvem paisagens urbanas, rurais, “reais” ou imaginárias.

A exposição Tarsila viajante trará a público uma seleção de cerca de 35 pinturas e 120 desenhos referentes às viagens concretas e imaginárias da artista. A exposição será dividida em seis núcleos:

1. Anos de formação

Em 1920, Tarsila conduz a filha Dulce ao colégio interno em Londres e, em seguida, se estabelece em Paris. Matricula-se na tradicional Académie Julian e logo depois passa a freqüentar a academia de Emile Renard, de perfil mais livre. Durante esse período, Tarsila viaja diversas vezes a Londres para visitar a filha, vai à Espanha (1921) e, antes de retornar ao Brasil, passa por Veneza. São desta época as pinturas Grande avenida, Vista do hotel de Paris e Rua de Segóvia.

2. Ensaios modernistas

Quando regressa a São Paulo, em junho de 1922, conhece os artistas e intelectuais que haviam participado da Semana de Arte Moderna, que ocorrera no início do ano no Teatro Municipal. A partir de então, aguça seu olhar para a arte moderna.

Em dezembro de 1922, Tarsila retorna a Paris e no início do ano seguinte viaja a Portugal e Espanha em companhia de Oswald de Andrade. De volta à França, estuda com os mestres cubistas Lhote, Gleizes e Léger.

Em meados de 1923, o casal passa pela Suíça e faz um tour pela Itália (Roma, Siena, Pisa, Capri, Nápoles, Milão, Verona, Veneza). No final do ano, estão no Brasil.

São desta época as pinturas Pont Neuf, de influência cubista, e Rio de Janeiro, vista estilizada da Baia de Guanabara, além de cadernos de registros e desenhos dos locais visitados.

3. O “descobrimento” do Brasil

Em 1924, Tarsila passa o Carnaval no Rio de Janeiro, acompanhada pelo poeta franco-suíço Blaise Cendrars e por um grupo de modernistas paulistas; o mesmo grupo segue na Semana Santa para as cidades históricas de Minas Gerais, e Tarsila se encanta com as raízes coloniais brasileiras. Resultam dessas viagens o Manifesto Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, e uma série de pinturas “Pau-Brasil”, nas quais Tarsila registrou elementos das paisagens carioca e mineira, entre as quais Carnaval em Madureira, E.F.C.B., Morro da Favela, Palmeiras e O Mamoeiro.

Além das paisagens e arquitetura barroca, Tarsila interessou-se por elementos da cultura popular, que originaram pinturas como O Vendedor de frutas, Feira I e Feira II, Anjos, Religião brasileira e Romance.

A capital paulista é tema das pinturas São Paulo (Gazo) e São Paulo , sendo esta uma estilização do Parque do Anhangabaú, no Centro da cidade.

Nesses dois anos, Tarsila produz um grande número de desenhos e estudos de paisagens, constituindo um vocabulário que se tornará constante ao longo se sua vida artística.

4. Viagem ao Oriente Médio

Em final de 1925, Tarsila retorna a Paris e, em janeiro de 1926, embarca com um grupo de amigos para uma viagem pelo Oriente Médio. Munida de caderninhos de anotações registra diversas paisagens do Egito, Grécia, Chipre, Israel, Turquia e Líbano.

A exposição Tarsila viajante apresentará cerca de 20 desenhos inéditos que fazem parte deste conjunto.

5. Brasil mágico

A busca de brasilidade iniciada em 1924 ganha outro viés a partir de 1928, quando Tarsila mergulha nas imagens de seu subconsciente, provenientes das estórias de assombrações, lendas e superstições ouvidas na infância, na fazenda. Surgem então as “paisagens antropofágicas”, habitadas por seres fantásticos e vegetação exuberante. São dessa fase as pinturas Cartão-postal, Sol poente, O Lago, A Lua, Manacá, O Sono, Antropofagia, Abaporu e A Negra, além de uma série de desenhos com o mesmo conteúdo.

6. Viagem à Rússia

Depois da quebra da bolsa de Nova York, em 1929, e a conseqüente crise do café, as luxuosas viagens de Tarsila chegam ao fim – assim como seu casamento com Oswald de Andrade.

Em 1931, Tarsila vende alguns quadros de sua coleção particular para levantar recursos para uma viagem à União Soviética com seu novo companheiro, o psiquiatra Osório César. O casal viaja a Moscou, Leningrado e Odessa e, no caminho de volta a Paris, passa por Ialta, Sebastopol, Constantinopla, Belgrado e Berlim. Tarsila registra estas cidades em diversos desenhos, mas não produz quadros inspirados na paisagem russa. No entanto, as experiências vividas nesta viagem – e a convivência com Osório César – dão origem a pinturas com motivos sociais, entre as quais Operários e Segunda classe.

Autor: Tarsila do Amaral
Título:A negra
Dimensões: 85 x 73 cmData:1923
Técnica:óleo sobre tela
Dimensões:100 x 80 cm
Dim. total:

Autor: Tarsila do Amaral
Título: Carnaval em Madureira
Data: 1924
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 76 x 63 cm
Dim. total:

Autor: Tarsila do Amaral
Título: Antropofagia
Data: 1929
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 126 x 142 cm
Dim. total:

Autor: Tarsila do Amaral
Título: Morro da Favela
Data: 1924
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 64,5 x 76 cm
Dim. total:

Autor: Tarsila do Amaral
Título: Rio de Janeiro
Data: 1923
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 33 x 41 cm
Dim. total:
44,5 x 52 x 5,3

Autor: Tarsila do Amaral
Título: São Paulo
Data: 1923
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 57 x 90 cm
Dim. total:




Pinacoteca do Estado | Pça da Luz, 2 – 11 3324 1000

Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h | R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia).
Grátis aos sábados

www.pinacoteca.org.br

Material fornecido por:
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